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Mirazur, o novo melhor restaurante do mundo Mirazur, o novo melhor restaurante do mundo

Mirazur, o novo melhor restaurante do mundo

Mirazur, o novo melhor restaurante do mundo

Mirazur, na Riviera francesa, ganhou tudo o que podia ganhar e foi considerado o melhor restaurante do mundo. Na lista está também um português. Imagina qual?


Publicado em 12-Jul-2019

Todos os anos a World’s 50 Best é aguardada com enorme expectativa pelos chefs de todo o mundo. Uns mais por curiosidade, mas entre os melhores com grande nervosismo, para saber como se saíram nesse ano. A acompanhar o processo está também uma legião de fãs gastronómicos, que seguem estas coisas com toda a atenção, para mais porque a lista, neste meio, é tão ou mais respeitada que as famosas estrelas Michelin. Isto porque os vencedores são escolhidos por votação, por um júri com mais de 1000 chefs de cozinha, donos de restaurantes, gourmands e críticos, que vão então eleger o Melhor Restaurante do Mundo, os 50 Melhores do Mundo e os 100 Melhores.

Por coincidência, este ano, as duas listas coincidiram, e o Mirazur, na Riviera francesa, ganhou a terceira estrela Michelin, o mais alto galardão, e agora venceu os 50 Best. 2019 está a revelar-se um ano de sonho para Mauro Colagreco, o chef argentino do restaurante.

Entre os pratos que ali são servidos (uma refeição custa qualquer coisa entre os 160 e os 260 euros), os prémios destacam uma Beterraba do jardim com crosta de sal e creme de caviar, o Pão do restaurante, perfeito para compartilhar, infundido com gengibre e servido com um poema de Pablo Neruda, um Brioche de batatas com ovo derretendo e trufa branca, ou os Ovos do galinheiro com enguia fumada e avelãs.  

E ainda avisam para estar atento à galinha premiada Tina Turner quando passear nos jardins do restaurante, porque essa é outra das grandes características, a par com a vista inacreditável sobre o mar e a Riviera francesa: os jardins envolventes, a descer a encosta, não estão lá apenas para embelezar a zona. São hortas, dispostas em socalco, que produzem os melhores produtos para serem utilizados no restaurante. A cozinha é resultado de tudo isso, inspirada no mar em frente, nas montanhas atrás, e nos jardins em redor.

Da lista faz igualmente parte um restaurante português: o Belcanto, de José Avillez. O Belcanto é provavelmente o mais famoso restaurante nacional lá fora e terminou em 42º (do Mundo!)  – uma bela subida visto que no ano passado o seu nome nem figurava nesta lista mais exclusiva de 50 melhores, tendo ficado na posição 75. É também o único a aparecer, mesmo se considerarmos a lista mais alargada que este ano passou de 100 restaurantes para 120.  

      Outra novidade, esta mais controversa, foi a exclusão dos vencedores de edições passadas, que passam automaticamente para uma categoria à parte, Best of the Best, onde encontramos então nomes como El Celler de Can Roca, em Espanha, Osteria Franscescana, em Italia, ou Eleven Madison Park, nos EUA, a par de nomes que já nem sequer existem, como o El Bulli e o Noma.

      Aliás, a nova vida do restaurante de René Redzepi entrou diretamente para o 2º lugar da Lista. O restaurante, apesar de manter o nome Noma, foi considerado como uma versão diferente, porque mudou o conceito, e assim foi admitido a concurso. O último lugar do pódio foi ocupado pelo Asador Etxebarri, aqui ao lado, em Axpe, no País Basco.

          Estes são o top três, mas pode conhecer a lista completa aqui, até porque será sem dúvida interessante comer no Melhor do Mundo, mas arriscamos a afirmar que qualquer um desta lista, até a mais alargada de 120 restaurantes, oferece uma experiência inesquecível.