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A idade da reforma está a aumentar: prepare-se até lá chegar

Publicado em 08-03-2018

No próximo ano, a idade da reforma aumenta para os 66 anos e cinco meses. A alteração traduz o impacto do aumento da esperança média de vida no país, critério central na fórmula de cálculo que determina o início deste momento.

Com base nesta fórmula, todos os anos a idade da reforma é revista e o resultado do cálculo publicado em Diário da República, como aconteceu agora para a determinação relativa a 2019. No ano passado, foi feito o mesmo para definir a regra aplicável a 2018, seguindo a mesma lógica, e nos próximos anos o exercício repete-se.

A idade para deixar a vida ativa e entrar na reforma aumenta progressivamente, um mês em cada ano, pelo que quem se reformar até 31 de dezembro próximo, se quiser fazê-lo sem penalizações, terá de esperar até aos 66 anos e quatro meses.

A fórmula de cálculo em vigor, para definir a idade da reforma, considera a esperança média de vida aos 65 anos, num intervalo temporal que se inicia no ano 2000 e termina no ano anterior ao ano de início da pensão, relação designada por fator de sustentabilidade.

As contas são feitas anualmente pelo Instituto Nacional de Estatística e desde 2016 que uniformizaram a fórmula de cálculo das pensões para quem trabalha na função pública e no setor privado. Para quem ainda está a alguns anos da reforma, mas quer planear esta fase da vida com tempo e cuidado, vale a pena estar a par das regras em vigor.

É uma informação importante para programar planos de poupança, ou prazos de empréstimos que tenciona fazer durante a vida ativa e pagar ainda durante esta fase, para que não representem uma sobrecarga nessa altura. Deixamos alguns conselhos que podem dar uma ajuda numa programação mais cuidada da reforma:

  • Faça as contas para perceber quando chegará o momento de deixar a vida ativa. As regras podem sempre mudar até lá, mas é pouco provável que a lógica de adiar cada vez mais este momento no tempo se inverta.
  • Consulte as ofertas disponíveis no mercado e subscreva um Plano Poupança-Reforma, que garanta algum rendimento, com riscos controlados.
  • Planeie as despesas mais pesadas, que podem vir a exigir empréstimos bancários, para que não venham a representar um esforço financeiro exagerado quando tiver menos rendimentos.