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Gasóleo ou gasolina: o que mais compensa?

Publicado em 27-11-2017

A questão é antiga e continua a não ter uma única resposta. Se vai comprar um carro, deve optar pelo modelo a gasolina ou a gasóleo? Muito mudou desde que o veículo a gasóleo era taxativamente a melhor opção para poupar ao longo do tempo, mas nem por isso deixou de ser uma escolha competitiva. Em termos de experiência de condução também sempre existiram diferenças, mas vale a pena perceber se ainda são assim tantas. Na verdade, as tradicionais diferenças entre veículos a gasóleo e a gasolina têm-se vindo a esbater, aos mais diversos níveis, até no preço.

Há alguns anos, um carro a gasóleo era muito mais caro do que um carro a gasolina. Hoje, com a aposta das marcas em motorizações mais baixas para os modelos a diesel, os preços ficaram mais equilibrados. Por outro lado, a evolução nos modelos a gasolina tornou a condução mais apelativa e a capacidade de resposta e aceleração dos dois tipos de veículos aproximou-se, embora o diesel continue a manter alguma vantagem.

O consumo de combustível é outra diferença que historicamente distingue as duas opções. Os veículos a gasolina gastam mais, embora as melhorias de eficiência recentes também tenham impacto a este nível. Mesmo assim, um estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente, revelado em setembro, conclui que um automóvel a gasóleo consome menos 1,5 litros em cada 100 quilómetros.

Já no preço do combustível a vantagem vai para o veículo a gasóleo, que continua mais barato do que a gasolina. As diferenças de preços já foram mais relevantes, mas continuam a existir e neste momento situam-se entre os 20 e os 25 cêntimos por litro.

Alinhados os argumentos, os veículos a gasóleo aparentemente continuam em vantagem face aos carros a gasolina, mas é importante referir que embora os preços de venda de uma e outra opção estejam hoje mais aproximados, o veículo a gasóleo continua a ser mais caro. Em contrapartida, a opção a gasolina tem um preço mais competitivo, mas conta com um desgaste mais rápido, que também se materializa numa desvalorização mais acelerada.

Pesando prós e contras de cada opção, muitos especialistas defendem que o nível de utilização do veículo é o mais determinante na escolha da melhor opção para cada condutor. Quem faz muitos quilómetros por ano conseguirá amortizar mais rapidamente o investimento inicial mais elevado, feito num carro a gasóleo. Passados cinco ou dez anos, terá um veículo menos desgastado (a nível mecânico) e com maior valor de mercado.

Quem conduz menos pode demorar décadas para amortizar um valor de compra mais elevado e por isso pode fazer sentido considerar a opção a gasolina, ainda que no dia a dia isso represente uma despesa ligeiramente superior.