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LED também significa poupar energia

Publicado em 20-01-2017

A conta da luz é, certamente, um dos encargos que mais pesa no bolso dos portugueses. Na realidade, Portugal é dos países da Europa onde mais custa pagar a eletricidade situando-se no top 10 em matéria de valores mais elevados.

Esta situação faz-se também sentir de forma mais acentuada devido ao baixo poder de compra dos portugueses; feitas as contas, a paridade mostra que para nós acaba por ser “mais caro” pagar a eletricidade do que para a grande maioria dos países europeus, muito por causa de sermos um país menos rico.

Tendo em conta esta realidade, importa ter em conta e adotar alguns conselhos que assegurem uma redução no consumo de energia e, consequentemente, faturas mais amigas da nossa carteira.

Uma das estratégias adotadas neste caso passa por escolher eletrodomésticos mais eficientes e com certificações A, A+ ou superiores. No entanto, nem sempre é fácil (e economicamente possível) mudar os grandes eletrodomésticos da casa pelo que uma outra opção, mais simples e prática, poderá ser a mudança das lâmpadas que tem nos seus candeeiros.

Neste caso, dizem os especialistas que as lâmpadas LED são mesmo a melhor opção, chegando-se a conseguir reduções de 80% no consumo de energia. Na verdade, o baixo consumo é mesmo apontado como a principal mais-valia destas lâmpadas quando comparadas com as habituais lâmpadas incandescentes.

Mas existem outras vantagens que as lâmpadas LED asseguram e que, definitivamente, não podem nem devem ser descuradas até porque acabam por ter reflexos diretos no meio ambiente.

Por exemplo, a troca das lâmpadas incandescentes por LED vai permitir controlar as emissões de gases efeito estufa que tanto preocupam os ambientalistas em todo o mundo.

De resto as vantagens das lâmpadas LED passam ainda pelo facto de terem maior tempo de vida (entre oito a 10 anos, versus um ano que, em média, duram as lâmpadas incandescentes) ou uma gama de colorações mais vasta não se limitando à luz típica emitida pelas lâmpadas incandescentes.

No reverso da medalha ainda está o preço a pagar pelas lâmpadas LED que, em termos comparativos, acabam por ser mais caras do que as antigas lâmpadas incandescentes. O valor poderá começar nos três euros e ultrapassar facilmente os 20. No entanto, esta é uma tendência que tende a inverter-se e que rapidamente deixará de ser preocupação para os consumidores.

 

Adeus às lâmpadas antigas

A iluminação está a mudar em toda a Europa esperando-se que, nos próximos anos, seja feita apenas com base em lâmpadas LED (Diodo Emissor de Luz).

Fruto de diretivas comunitárias no campo da eletricidade, o consumidor começou primeiro por deixar de poder utilizar lâmpadas foscas e incandescentes para, em 1 de setembro do ano passado, se ver também obrigado a despedir das lâmpadas de halogéneo claras e todas as lâmpadas de classe energética C.

O objetivo da diretiva comunitária não deixa margem para qualquer tipo de duvida: promover uma iluminação mais amiga do ambiente e, em ultima análise, também da carteira do consumidor.