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Pagamentos através do telemóvel: o que está a mudar nas transações

Publicado em 22-02-2017

Há muito que os telemóveis deixaram de servir apenas para fazer chamadas, enviar e receber mensagens. Tornaram-se o suporte preferido de milhões de utilizadores para ter acesso a informação, trabalhar, socializar ou simplesmente passar tempo.

Com a internet no centro da experiência móvel, faz todo o sentido que a partir destas plataformas seja possível fazer compras de bens e serviços e as soluções com esses atributos são cada vez mais.

Apple e Google lideram nos sistemas operativos móveis. A primeira criou o iPhone e o respetivo software (iOS), a segunda desenvolveu o Android, que está em mais de 80% dos smartphones a nível mundial. Ambas apostaram cedo nesta área e criaram o Apple Pay e o Android Pay, que, entretanto, se afirmaram como duas das mais relevantes soluções de pagamento, para quem quer fazer compras no telemóvel.

Juntaram-se depois outros gigantes, como a Samsung, que também decidiu criar o seu próprio sistema de pagamentos móveis. Em comum, as três soluções têm o facto de tirar partido da tecnologia NFC, embutida num número cada vez maior de telemóveis. Graças a ela, encostar o telemóvel a um leitor é suficiente para fazer um pagamento.

Nenhum dos três serviços está ainda disponível em Portugal, mas por cá também é possível usar o telemóvel para fazer pagamentos. Quem quiser experimentar pode escolher entre várias opções, desde carteiras virtuais, compatíveis com dezenas ou centenas de lojas, a aplicações criadas para pagar um serviço específico, como o estacionamento.

Quem mora ou trabalha em Lisboa tem à disposição a aplicação da EMEL, a partir da qual pode «comprar» tempo de estacionamento, que é ampliável na medida das necessidades sem que o condutor tenha de se deslocar ao veículo, se perceber que vai estar mais tempo que o previsto num determinado local.

Fora de Lisboa, a aplicação Telpark, também criada por uma empresa portuguesa, serve o mesmo fim. Pode ser usada para pagar estacionamento em cidades como a Amadora, Porto, Vila Nova de Gaia ou Faro, entre outras. Sempre que a opção é válida está assinalada no parquímetro. Tal como a app da EMEL, está disponível para equipamentos com iOS e Android.

No universo das carteiras digitais, uma das opções populares, também desenvolvida em Portugal, é o MB Way, criado pela SIBS. Requer a instalação de uma aplicação móvel e a configuração da conta num multibanco ou via eBanking. Com a aplicação é possível fazer compras na rede de lojas aderentes e transferências de dinheiro entre particulares, sem nunca partilhar informação sobre dados da conta bancária, já que o número de telemóvel é o que identifica cada utilizador.

Outra carteira digital à disposição dos portugueses é da SEQR. Conta com dezenas de lojas aderentes, também suporta transferências, para além de outras operações, como o pagamento de estacionamento. Para usar basta descarregar a app e ter à mão alguns dados, como o IBAN da conta que se pretende associar.

Este ano espera-se que as soluções móveis de pagamento voltem a evoluir significativamente, chegando a cada vez mais mercados e lojas. Um passo importante nesse sentido foi a parceria anunciada no final de 2016 pela Google com a Visa e a Mastercard, para a integração das ferramentas de pagamento online destas empresas com o Android Pay. Na prática, isto significa que vai ser possível pagar com um smartphone Android em qualquer loja compatível com os serviços Visa Checkout ou Masterpass, ligando apenas a conta do utilizador nestes serviços à aplicação no telemóvel.