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Projectar o Futuro

Profissões e atributos que vão garantir emprego no futuro

Publicado em 20-12-2017

As Nações Unidas estimam que até 2020 a evolução tecnológica tornará obsoletos ou fará desaparecer cerca de 5 milhões de empregos em todo o mundo. A boa notícia é que a mesma tendência ajudará a gerar dois milhões de novas profissões, que resultam da inovação e do impacto da tecnologia nas mais diversas áreas da economia.

A automatização de muitas tarefas eliminará a necessidade de muitos postos de trabalho, mas a mesma tecnologia que dita a extinção de empregos criará cada vez mais oportunidades nos próximos anos. O estudo Future of Jobs antecipa, por exemplo, que 65% das crianças hoje a iniciar o ensino primário vão ter profissões que ainda não foram inventadas.

Quando estes jovens chegarem ao mercado de trabalho, quase tudo será diferente daquilo que podemos ver hoje em qualquer escritório. E pode até já nem haver escritórios, com a possível ascensão do trabalho remoto e das plataformas de colaboração online.

Numa antevisão da próxima década, o Fórum Económico Mundial antecipa um conjunto de áreas nas quais o emprego tende a crescer. Lideram a tabela computação e matemática; arquitetura e engenharia; gestão; negócios/operações financeiras; e vendas. Destes domínios emergem três profissões em que a procura continuará a crescer a grande ritmo, defendem os especialistas.

Analista de dados surge neste e em vários estudos em destaque. Com os sistemas informáticos a produzirem cada vez mais dados digitais, a necessidade de ter quem os analise e opere as soluções que permitem fazer cenários, previsões e ligações entre informação não vai parar de crescer.

Vendedores especializados. A função de vendas continuará a ser uma boa aposta. O perfil e as competências de quem vende terão de ser cada vez mais apuradas e aprofundadas, mas a necessidade de dar a conhecer novos produtos e serviços e vendê-los vai permanecer.

Gestores flexíveis. As mudanças nas empresas serão cada vez mais aceleradas e a necessidade de adaptação à nova realidade vai tornar-se mais exigente. Quem tiver capacidade para liderar processos de mudança será valorizado, defendem os mesmos especialistas.

Tal como a liderança, criatividade, pensamento crítico e boas capacidades de comunicação são caraterísticas que tenderão a ser cada vez mais valorizadas no mercado de emprego do futuro, já que fazem parte do leque de atributos dos humanos que as máquinas terão mais dificuldade em replicar.

O estudo das Nações Unidas também identifica um conjunto de áreas em que as oportunidades de emprego tendem a encolher cada vez mais nos próximos anos, com destaque para escritório e administrativa; manufatura e produção; arte, design ou entretenimento.