{"id":2007,"date":"2018-10-11T08:48:07","date_gmt":"2018-10-11T07:48:07","guid":{"rendered":"http:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/?p=2007"},"modified":"2022-11-03T19:18:28","modified_gmt":"2022-11-03T19:18:28","slug":"medicina-do-trabalho-prevenir-riscos-para-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/medicina-do-trabalho-prevenir-riscos-para-a-saude\/","title":{"rendered":"Medicina do Trabalho: prevenir riscos para a sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>A Medicina do Trabalho \u00e9 uma especialidade m\u00e9dica que tem o local de trabalho como espa\u00e7o privilegiado para a sua ac\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o dos riscos profissionais, na protec\u00e7\u00e3o e na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e no acesso dos trabalhadores aos Servi\u00e7os de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do trabalho.<\/p>\n<p>As boas pr\u00e1ticas em Medicina do trabalho est\u00e3o bem definidas pela generalidade da comunidade cient\u00edfica e pelos organismos internacionais de refer\u00eancia como a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho.<\/p>\n<p>A ac\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade Ocupacional tem responsabilidades e obriga\u00e7\u00f5es legais muito bem definidas tamb\u00e9m na lei da Rep\u00fablica Portuguesa, de acordo com a Lei no 102\/2009, de 10 Setembro.<\/p>\n<p>Deve, nomeadamente, 1) assegurar ao trabalhador condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e seguran\u00e7a em todos os aspectos do seu trabalho; 2) implementar medidas de preven\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias, as quais devem ser antecedidas e fundamentadas no resultado das avalia\u00e7\u00f5es de risco profissional das v\u00e1rias fases do processo produtivo; 3) zelar, de forma continuada e permanente, pelo exerc\u00edcio da actividade em condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e sa\u00fade para o trabalhador, tendo em conta os princ\u00edpios da preven\u00e7\u00e3o de riscos profissionais; 4) organizar os adequados servi\u00e7os de seguran\u00e7a e sa\u00fade para o trabalho dirigidos aos riscos espec\u00edficos da empresa; 5) assegurar a vigil\u00e2ncia da sa\u00fade do trabalhador em fun\u00e7\u00e3o dos riscos profissionais a que estiver potencialmente exposto no local de trabalho;<\/p>\n<p>Se o trabalhador tem no trabalho a sua fonte de subsist\u00eancia, de realiza\u00e7\u00e3o pessoal e de inser\u00e7\u00e3o social, e a expectativa e o direito de n\u00e3o sofrer dano na sua sa\u00fade e de n\u00e3o ver encurtada a sua esperan\u00e7a e qualidade de vida, em consequ\u00eancia dos riscos a que \u00e9 exposto no exerc\u00edcio profissional, o empregador, por seu lado, espera retorno dos investimentos realizados, querendo garantir a fiabilidade e a produtividade do factor humano. Para isso tem a responsabilidade social e o dever legal, de conseguir tais objectivos atrav\u00e9s da optimiza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es e dos processos de trabalho, da motiva\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, n\u00e3o enveredando por pr\u00e1ticas que ponham em causa a sa\u00fade dos trabalhadores, das comunidades ou o ambiente.<\/p>\n<p>Os exames de sa\u00fade ocupacional, que definem a aptid\u00e3o ou a n\u00e3o aptid\u00e3o para o trabalho, constituem o m\u00e9todo privilegiado para se conseguir compatibilizar estas duas realidades, nem sempre concordantes, sendo uma responsabilidade exclusiva do M\u00e9dico do Trabalho, sendo a sua concretiza\u00e7\u00e3o poss\u00edvel apenas pela ac\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Sa\u00fade Ocupacional, que conjuga Medicina do Trabalho, Enfermagem do Trabalho, Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do Trabalho entre outras.<\/p>\n<p>A aptid\u00e3o para o trabalho \u00e9 um conceito muito mal compreendido que tem sempre uma componente temporal e espec\u00edfica para a fun\u00e7\u00e3o do posto de trabalho e que, no essencial define a capacidade de um trabalhador desempenhar um \u201cdeterminado trabalho\u201d.<\/p>\n<p>O exame de sa\u00fade ocupacional \u00e9 essencialmente sobre a adapta\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do trabalhador \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o e posto de trabalho. Um trabalhador portador de uma defici\u00eancia (ou de uma incapacidade) pode ser totalmente apto para o exerc\u00edcio de uma actividade profissional em que as exig\u00eancias do trabalho n\u00e3o \u201cinterfiram\u201d com a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do trabalhador. Um exemplo dessa situa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser a de um administrativo que, por exemplo, apresente uma paralisia dos membros inferiores, o que, n\u00e3o interfere com as exig\u00eancias do trabalho, mas se o trabalhador em causa for um trabalhador electricista de alta tens\u00e3o, tal \u201cdefici\u00eancia\u201d resultaria, por certo, numa inaptid\u00e3o para o trabalho.<\/p>\n<blockquote class=\"uk-padding uk-padding-small uk-padding-remove-horizontal\"><div uk-grid class=\"uk-grid-small\"><div class=\"uk-width-auto\"><span uk-icon=\"icon: quote-right; ratio: 4.0\"><\/span><\/div><div class=\"uk-width-expand\"><h3 class=\"uk-margin-top uk-margin-bottom\">A aptid\u00e3o para o trabalho est\u00e1 associada al\u00e9m da avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do trabalhador, \u00e0 capacidade de trabalho do trabalhador, \u00e0 actividade profissional e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho concretas desse trabalhador<\/h3><\/div><\/blockquote>\n<p>O m\u00e9dico do trabalho n\u00e3o deve, portanto, decidir sobre a aptid\u00e3o para o trabalho apenas com base na avalia\u00e7\u00e3o do estado de sa\u00fade do trabalhador, mas sim basear a sua decis\u00e3o na interpreta\u00e7\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o dessa situa\u00e7\u00e3o com as exig\u00eancias concretas de trabalho, que a situa\u00e7\u00e3o de trabalho determina.<\/p>\n<p>Tal enquadramento \u00e9 totalmente diferente da perspectiva muito frequente de que o m\u00e9dico do trabalho avalia a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade sem ter em conta as exig\u00eancias do trabalho, atestando a robustez f\u00edsica e mental atrav\u00e9s, entre outros, de uma avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e de meios complementares anal\u00edticos, de imagem e\/ou de fun\u00e7\u00e3o que nada t\u00eam a ver com as situa\u00e7\u00f5es concretas de trabalho.<\/p>\n<p>Sem compreender isso dificilmente se compreender\u00e1 para que serve a vigil\u00e2ncia m\u00e9dica (ou vigil\u00e2ncia de sa\u00fade) em Medicina do Trabalho: prevenir potenciais riscos (profissionais) para a sa\u00fade e promover a sa\u00fade de quem trabalha.<\/p>\n<hr class=\"uk-margin-large-top\"\/>\n<div class=\"uk-card uk-margin-top\"><div uk-grid><div class=\"uk-width-1-1 uk-width-auto@m\"><img decoding=\"async\" class=\"uk-border-circle\" id=\"2016\" src=\"https:\/\/cdn.xl.pt\/conteudos\/uploads\/sites\/12\/2018\/10\/TiagoJesus-Celbi.jpg\" width=\"200\" alt=\"Dr. Tiago Jesus, m\u00e9dico do Trabalho da Celbi\" \/><\/div><div class=\"uk-width-1-1 uk-width-expand@m\"><h2 class=\"uk-margin-remove-bottom\">Dr. Tiago Jesus, m\u00e9dico do Trabalho da Celbi<\/h2><p class=\"uk-margin-remove-top\"><br \/>\nA aptid\u00e3o para o trabalho n\u00e3o \u00e9, portanto, uma decis\u00e3o para \u201ctodo e qualquer trabalho\u201d, mas sempre uma decis\u00e3o, num determinado momento, sobre a compatibilidade entre a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do trabalhador, nesse mesmo momento, e as exig\u00eancias do trabalho que efectivamente executa (\u201ctrabalho real\u201d)<br \/>\n<\/p><\/div><\/div><\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Medicina do Trabalho \u00e9 uma especialidade m\u00e9dica que tem o local de trabalho como espa\u00e7o privilegiado para a sua ac\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o dos riscos profissionais, na protec\u00e7\u00e3o e na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e no acesso dos trabalhadores aos Servi\u00e7os de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do trabalho<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2019,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_pt_post_content":"A Medicina do Trabalho \u00e9 uma especialidade m\u00e9dica que tem o local de trabalho como espa\u00e7o privilegiado para a sua ac\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o dos riscos profissionais, na protec\u00e7\u00e3o e na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e no acesso dos trabalhadores aos Servi\u00e7os de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do trabalho.\r\n\r\nAs boas pr\u00e1ticas em Medicina do trabalho est\u00e3o bem definidas pela generalidade da comunidade cient\u00edfica e pelos organismos internacionais de refer\u00eancia como a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho.\r\n\r\nA ac\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade Ocupacional tem responsabilidades e obriga\u00e7\u00f5es legais muito bem definidas tamb\u00e9m na lei da Rep\u00fablica Portuguesa, de acordo com a Lei no 102\/2009, de 10 Setembro.\r\n\r\nDeve, nomeadamente, 1) assegurar ao trabalhador condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e seguran\u00e7a em todos os aspectos do seu trabalho; 2) implementar medidas de preven\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias, as quais devem ser antecedidas e fundamentadas no resultado das avalia\u00e7\u00f5es de risco profissional das v\u00e1rias fases do processo produtivo; 3) zelar, de forma continuada e permanente, pelo exerc\u00edcio da actividade em condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e sa\u00fade para o trabalhador, tendo em conta os princ\u00edpios da preven\u00e7\u00e3o de riscos profissionais; 4) organizar os adequados servi\u00e7os de seguran\u00e7a e sa\u00fade para o trabalho dirigidos aos riscos espec\u00edficos da empresa; 5) assegurar a vigil\u00e2ncia da sa\u00fade do trabalhador em fun\u00e7\u00e3o dos riscos profissionais a que estiver potencialmente exposto no local de trabalho;\r\n\r\nSe o trabalhador tem no trabalho a sua fonte de subsist\u00eancia, de realiza\u00e7\u00e3o pessoal e de inser\u00e7\u00e3o social, e a expectativa e o direito de n\u00e3o sofrer dano na sua sa\u00fade e de n\u00e3o ver encurtada a sua esperan\u00e7a e qualidade de vida, em consequ\u00eancia dos riscos a que \u00e9 exposto no exerc\u00edcio profissional, o empregador, por seu lado, espera retorno dos investimentos realizados, querendo garantir a fiabilidade e a produtividade do factor humano. Para isso tem a responsabilidade social e o dever legal, de conseguir tais objectivos atrav\u00e9s da optimiza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es e dos processos de trabalho, da motiva\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, n\u00e3o enveredando por pr\u00e1ticas que ponham em causa a sa\u00fade dos trabalhadores, das comunidades ou o ambiente.\r\n\r\nOs exames de sa\u00fade ocupacional, que definem a aptid\u00e3o ou a n\u00e3o aptid\u00e3o para o trabalho, constituem o m\u00e9todo privilegiado para se conseguir compatibilizar estas duas realidades, nem sempre concordantes, sendo uma responsabilidade exclusiva do M\u00e9dico do Trabalho, sendo a sua concretiza\u00e7\u00e3o poss\u00edvel apenas pela ac\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Sa\u00fade Ocupacional, que conjuga Medicina do Trabalho, Enfermagem do Trabalho, Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do Trabalho entre outras.\r\n\r\nA aptid\u00e3o para o trabalho \u00e9 um conceito muito mal compreendido que tem sempre uma componente temporal e espec\u00edfica para a fun\u00e7\u00e3o do posto de trabalho e que, no essencial define a capacidade de um trabalhador desempenhar um \u201cdeterminado trabalho\u201d.\r\n\r\nO exame de sa\u00fade ocupacional \u00e9 essencialmente sobre a adapta\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do trabalhador \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o e posto de trabalho. Um trabalhador portador de uma defici\u00eancia (ou de uma incapacidade) pode ser totalmente apto para o exerc\u00edcio de uma actividade profissional em que as exig\u00eancias do trabalho n\u00e3o \u201cinterfiram\u201d com a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do trabalhador. Um exemplo dessa situa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser a de um administrativo que, por exemplo, apresente uma paralisia dos membros inferiores, o que, n\u00e3o interfere com as exig\u00eancias do trabalho, mas se o trabalhador em causa for um trabalhador electricista de alta tens\u00e3o, tal \u201cdefici\u00eancia\u201d resultaria, por certo, numa inaptid\u00e3o para o trabalho.\r\n\r\n[blockquote text=\"A aptid\u00e3o para o trabalho est\u00e1 associada al\u00e9m da avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do trabalhador, \u00e0 capacidade de trabalho do trabalhador, \u00e0 actividade profissional e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho concretas desse trabalhador\" type=\"quote\"]\r\n\r\nO m\u00e9dico do trabalho n\u00e3o deve, portanto, decidir sobre a aptid\u00e3o para o trabalho apenas com base na avalia\u00e7\u00e3o do estado de sa\u00fade do trabalhador, mas sim basear a sua decis\u00e3o na interpreta\u00e7\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o dessa situa\u00e7\u00e3o com as exig\u00eancias concretas de trabalho, que a situa\u00e7\u00e3o de trabalho determina.\r\n\r\nTal enquadramento \u00e9 totalmente diferente da perspectiva muito frequente de que o m\u00e9dico do trabalho avalia a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade sem ter em conta as exig\u00eancias do trabalho, atestando a robustez f\u00edsica e mental atrav\u00e9s, entre outros, de uma avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e de meios complementares anal\u00edticos, de imagem e\/ou de fun\u00e7\u00e3o que nada t\u00eam a ver com as situa\u00e7\u00f5es concretas de trabalho.\r\n\r\nSem compreender isso dificilmente se compreender\u00e1 para que serve a vigil\u00e2ncia m\u00e9dica (ou vigil\u00e2ncia de sa\u00fade) em Medicina do Trabalho: prevenir potenciais riscos (profissionais) para a sa\u00fade e promover a sa\u00fade de quem trabalha.\r\n\r\n<hr class=\"uk-margin-large-top\"\/>\r\n[personal-card title=\"Dr. Tiago Jesus, m\u00e9dico do Trabalho da Celbi\" id_image=\"2016\"]\r\nA aptid\u00e3o para o trabalho n\u00e3o \u00e9, portanto, uma decis\u00e3o para \u201ctodo e qualquer trabalho\u201d, mas sempre uma decis\u00e3o, num determinado momento, sobre a compatibilidade entre a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do trabalhador, nesse mesmo momento, e as exig\u00eancias do trabalho que efectivamente executa (\u201ctrabalho real\u201d)\r\n[\/personal-card]","_pt_post_name":"medicina-do-trabalho-prevenir-riscos-para-a-saude","_pt_post_excerpt":"A Medicina do Trabalho \u00e9 uma especialidade m\u00e9dica que tem o local de trabalho como espa\u00e7o privilegiado para a sua ac\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o dos riscos profissionais, na protec\u00e7\u00e3o e na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e no acesso dos trabalhadores aos Servi\u00e7os de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do trabalho","_pt_post_title":"Medicina do Trabalho: prevenir riscos para a sa\u00fade","_en_post_content":"Occupational Medicine is a medical speciality in which the workplace takes centre stage in preventing occupational hazards, protecting and promoting health and providing workers with access to Health and Safety at work.\r\n\r\nGood Occupational Medicine practices have been well defined by most of the scientific community and by the major international bodies such as the World Health Organization (WHO) and the International Labour Organization.\r\n\r\nOccupational Health entails responsibilities and legal obligations which have also been very thoroughly stipulated in Portuguese law, in accordance with Law no. 102\/2009, enacted on 10<sup>th<\/sup> September 2009.\r\n\r\nTo wit, it should 1) assure workers have good health and safety conditions in place in all aspects of their work; 2) implement necessary preventive measures, which should be preceded and substantiated by the result of the occupational hazard assessments at the various different stages of the production process; 3) permanently and continuously take steps to ensure workers can perform their jobs under good health and safety conditions, taking into account the principles of prevention of occupational hazards; 4) organise health and safety conditions as appropriate for the work geared towards the specific risks faced by the company; 5) assure workers\u2019 health is monitored in line with the occupational hazards to which they are potentially exposed in the workplace;\r\n\r\nA worker\u2019s job is their source of income, and means of personal fulfilment and social integration, and they have an expectation and right not to have their health damaged or have their life expectancy and quality of life diminished as a result of exposure to occupational hazards during work.\r\n\r\nIn turn, an employer expects a return on its investments, and wants to guarantee the reliability and productivity of its human resources. Employers have the social responsibility and legal duty to ensure this by optimising working conditions and processes, motivating and enabling workers, and not implementing practices which jeopardise the health of their workers, communities or the environment.\r\n\r\nOccupational hazard exams, which stipulate suitability or unsuitability for work, are the favoured method of reconciling these two realities which are not always concordant, since they are an exclusive responsibility of Occupational Medicine, and can only be performed by the Occupational Health Service which marries Occupational Medicine, Occupational Nursing and Occupational Health and Safety, among other things.\r\n\r\nSuitability for work is a very misunderstood concept which always has a temporal component specific to the job, and which essentially defines a worker\u2019s capacity to perform \u201ca certain job\u201d.\r\n\r\nThe occupational health exam basically relates to how a worker\u2019s health status is suited to their job and position.\r\n\r\nA worker with a disability or impairment may be perfectly suitable for an occupation whose demands do not \u201cinterfere\u201d with his or her health. An example of this would be an administration worker whose lower limb paralysis does not negatively impact the demands of the job. However, if the worker in question were a high-voltage technician, then this disability would of course lead to them being declared unfit for work.\r\n\r\n[blockquote text=\"As well as relating to a worker\u2019s health status, suitability for employment is also associated with their occupation and its inherent specific working conditions\" type=\"quote\"]\r\n\r\nA company doctor therefore cannot make a decision based solely on an assessment of a worker\u2019s health, but rather on an interpretation of how the worker\u2019s health impacts on the specific demands of the job.\r\n\r\nThis framework is completely different from the very common view that a company doctor assesses someone\u2019s health without taking into account the demands of the job, and establishes physical and mental fitness via \u2013 among other things \u2013 a clinical assessment and complementary analytical methods, by look and\/or by function, which are completely unrelated to specific job situations.\r\n\r\nUnless we understand this it is difficult to understand the purpose of medical monitoring (or health monitoring) in Occupational Medicine: to prevent potential (occupational) hazards to health and to promote workers\u2019 health.\r\n\r\n<hr class=\"uk-margin-large-top\"\/>\r\n[personal-card title=\"Dr. Tiago Jesus, Celbi\u2019s company doctor\" id_image=\"2016\"]\r\nSuitability for work is thus not a decision for \u201ceach and every job\u201d, but is rather a decision at a certain point in time, regarding whether a worker\u2019s health at that same point is compatible with the demands of the job actually performed (\u201cactual job\u201d).\r\n[\/personal-card]","_en_post_name":"occupational-medicine-preventing-health-risks","_en_post_excerpt":"Occupational Medicine is a medical speciality in which the workplace takes centre stage in preventing occupational hazards, protecting and promoting health and providing workers with access to Health and Safety at work","_en_post_title":"Occupational Medicine: preventing health risks","edit_language":"pt","footnotes":""},"categories":[20],"tags":[16,234,336,136,339],"class_list":["post-2007","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-celbi","tag-edicao-3","tag-medicina-no-trabalho","tag-recursos-humanos","tag-saude"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2007","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2007"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2007\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2307,"href":"https:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2007\/revisions\/2307"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/conteudos.xl.pt\/altri-news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}