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O futuro dos meios de pagamento digitais O futuro dos meios de pagamento digitais

O futuro dos meios de pagamento digitais

O futuro dos meios de pagamento digitais

Caminhamos a passos largos para uma sociedade sem dinheiro físico e a pandemia veio acelerar o processo, com um crescimento sem precedentes do contactless


Publicado em 17-Ago-2020

Já antes da pandemia sabíamos que o futuro iria trazer uma maior variedade de formas de pagamento, associadas às tecnologias novas, com as operações a tornarem-se mais rápidas e ágeis, e as pessoas a comprarem a partir de qualquer lugar e em tempo real. Isto sem falar de métodos de pagamento com dados biométricos ou através de acessórios, como relógios, pulseiras ou anéis (os chamados wearables), uma visão futurista da realidade que afinal está mais próxima do que pensávamos.

O futuro dos meios de pagamento digitais | Unibanco

Se no tempo dos nossos pais ou avós o dinheiro era o padrão absoluto das transações, no presente (ou passado recente) o cartão passou a ser tendência. Mas agora já sabemos que os cartões vão tornar-se em breve obsoletos, e que outras formas vão tornar-se populares. Um exemplo disso é o pagamento com uso do QR Code num smartphone ou a tecnologia contactless, que a pandemia está a tornar uma ferramenta popular por permitir fazer pagamentos seguros sem que seja necessário o toque, isto é, inserir o cartão numa máquina ou mesmo digitar qualquer código.

Nesta altura, a maioria dos portugueses sabe do que falamos, mas para quem tem andado distraído, uma pequena explicação: os cartões contactless são cartões de pagamento com tecnologia de leitura por aproximação. Estes cartões permitem fazer pagamentos sem ter de introduzir o PIN: para o efeito, basta aproximar o cartão (normalmente, a menos de 4 centímetros de distância) de um terminal de pagamento automático (TPA) preparado para receber pagamentos contactless. Na verdade. é muito provável que já tenha um cartão destes sem o saber. Em geral, ele é identificável por ter, do lado direito, um desenho com várias ondas em sequência, como um sinal de radar. E se até agora, este sistema permitia apenas pagamentos num valor máximo de 20 euros. Com o advento do Covid, o código pessoal deixou de ser necessário em compras contactless com cartão até 50 euros (tendo sido Portugal o primeiro país da Europa a adotar o novo limite). Ainda assim, existe um limite ao valor de pagamentos consecutivos que pode fazer sem inserir o PIN (esse limite também é definido pela entidade que emitiu o cartão e deverá ser no máximo 150 euros ou a 5 transações contactless consecutivas).

Numa altura em que confinamento e o distanciamento social são palavras de ordem, também estão a criar novos hábitos de consumo, hábitos esses que os especialistas acreditam ter vindo para ficar, por isso é natural que as ofertas digitais e os processos de digitalização das soluções oferecidas por instituições bancárias e financeiras estejam a ser reforçados, o que também se reflete na visão que as marcas têm para o futuro do sector.

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Estamos a assistir a três grandes tendências:

Em primeiro lugar, com o acesso generalizado à internet e ao mobile, vamos assistir à adoção generalizada de métodos de pagamentos diferentes dos tradicionais (mobile first), quer via apps das próprias instituições financeiras, quer via wallets e wearebles como o Google Pay e o Apple Pay) para pagamentos C2B (consumer to business) de bens físicos ou digitais, ou até mesmo para pagamentos P2P (person to person).

Segue-se a relevância crescente da segurança e dos certificados digitais. Por isso, as instituições do sector financeiro têm trabalhado no sentido de conseguir implementar medidas que protejam mais os seus clientes, sendo uma das mais evidentes a adoção de autenticações mais seguras para pagamentos, movimentos financeiros e contratações de novas soluções, como cartões ou crédito.

E em terceiro lugar, o surgimento de modelos de machine learning, big data e cloud computing, que irão permitir o tratamento de informação como forma de assegurar um serviço mais seguro e customizado.

Veja-se o exemplo da Unibanco. Desde a sua génese que trabalham “à distância” com o cliente: sem balcões, por correio, por voz e, nos últimos anos, por digital. E esta jornada no digital começa desde logo na adesão, com a disponibilização da possibilidade de adesão ao cartão Unibanco e ao Crédito Pessoal via 100% digital, através do site ou APP Unibanco, sem que o cliente tenha de sair de casa.

De que forma? A partir desta APP Unibanco o cliente pode realizar pagamentos de serviços e compras e consultar todos os seus movimentos e controlar gastos, esteja onde estiver.

Outro exemplo. No Mass-Transit, um projeto da Reduniq em parceria com a Visa, o cartão bancário irá assumir a função de um “passe contactless”, tornando, desta forma, os pagamentos de viagens em transportes públicos num processo muito mais ágil.

Mas as vantagens do cashless não se limitam a facilitar a vida ao cliente/consumidor final. Os pagamentos sem dinheiro possibilitam também gerar informação estatística, de forma anónima e credível, sobre o comportamento dos consumidores, dados relevantes que contribuem para decisões operacionais. Um comerciante Reduniq terá acesso, por exemplo, a um relatório que lhe permita avaliar o perfil de consumo dos seus clientes, facilitando, assim, a tomada de decisões estratégicas.

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A explosão de dispositivos conectados à internet (IoT) é outra temática em cima da mesa, permitindo que pagamentos através dos já mencionados wearables e vários produtos contactless, inclusive carros inteligentes. Menos fácil de compreender ou aceitar para já será a utilização da biometria (que já é comum em smartphones que identificam as impressões digitais ou reconhecimento facial dos utilizadores) ao serviço dos pagamentos digitais. Mas a verdade é que já existem estudos que indicam que a maneira como andamos ou piscamos os olhos pode transformar-se numa prova da nossa identidade e ser utilizada para fazer pagamentos. Afinal estamos no século XXI…