REN paga juro acima de 0,7% para emitir 300 milhões em obrigações verdes

REN paga juro acima de 0,7% para emitir 300 milhões em obrigações verdes

A REN - Redes Energéticas Nacionais está esta sexta-feira no mercado com uma emissão de obrigações verdes a 8 anos, com o objetivo de encaixar 300 milhões de euros para financiar projetos ligados ao ambiente e à sustentabilidade.

 

De acordo com os dados da Bloomberg, que avança os detalhes da emissão, o spread do initial price talk (IPT), que corresponde à primeira taxa de juro oferecida pelo emitente, foi fixado entre 85 e 90 pontos base. 

 

Este prémio de risco aponta para uma taxa de juro ligeiramente acima de 0,7%, que será assim o custo que a empresa de Rodrigo Costa vai suportar para emitir estes títulos que têm maturidade em 16 de abril de 2029. O preço final será determinado depois de fechado o livro de ordens e terá em conta a procura dos investidores. 

“Esta emissão de obrigações verdes insere-se na regular política de financiamento da REN, mantendo o perfil de empresa sólida e de baixo risco, não alterando a sua política financeira conservadora quevisa consolidar um perfil de crédito Investment Grade”, refere um comunicado da REN, assinalando que tem um rating BBB atribuído pela Fitch e pela Standard & Poor’s e Baa3 pela Moody’s.

 

A operação de financiamento está a ser efetuada por um sindicato bancário que inclui o ING, BBVA, CaixaBI, JP Morgan, Millennium BCP, Santander e SMBC.

 

Esta é a primeira vez que a empresa nacional vai ao mercado para emitir as chamadas “green bonds”, tendo obtido certificação para realizar este tipo de operação por parte do Institutional Shareholder Services (ISS), no início deste ano. 

 

O ISS classificou a REN com o rating “B Prime”, considerando que a empresa dá um “contributo significativo para o atingimento das metas de desenvolvimento sustentável”. 

Na altura da obtenção do certificado, o CFO da REN disse que a empresa estava “finalmente em condições de diversificar a nossa base de investidores, atraindo quem já via a REN como uma empresa ‘verde’, mas que agora poderá investir numa futura emissão de obrigações verdes”.