Bem-estar e Cidades Sustentáveis: As respostas às mudanças sociais e ambientais

Bem-estar e Cidades Sustentáveis: As respostas às mudanças sociais e ambientais

VencedorCâmara Municipal de Guimarães - "Guimarães 2030: Ecossistema de Governança"Menção HonrosaCâmara Municipal de Braga - "Áreas Mais"Santa Casa da Misericórdia de Lisboa - "Projeto Radar"N.º de candidaturas - 13

O balanço do júri
“Esta primeira edição do prémio foi uma manifestação da vitalidade do território. Tivemos candidaturas da administração local, de empresas, projetos inspiradores e ambiciosos que no terreno e na ação querem construir um futuro diferente e promover a necessária transição digital e verde das nossas cidades e territórios focada na qualidade de vida quem vive, visita ou trabalha nestes territórios”, Miguel de Castro Neto, presidente do júri.

Em 2015, Guimarães implementou o modelo “Guimarães 2030: Ecossistema de governança” para gestão do seu desenvolvimento sustentável com o objetivo de “vivermos em harmonia com a natureza, e fazer de cada vimaranense um ecocidadão”, salientou Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães. Foi este instrumento de governança mais inclusiva e participativa que venceu a categoria de Bem-Estar e Cidades Sustentáveis.

Guimarães tem mais de 160 mil habitantes e o “Guimarães 2030: Ecossistema de governança” é um modelo que aglutina a administração pública com as empresas e a sociedade civil para responder aos principais desafios de transformação do território (ambiental e económico) e dos cidadãos (social), incluindo questões educativas, culturais, sociais e de valores. Apostou num compromisso público que envolve todas as juntas de freguesia do concelho, escolas, instituições, os partidos políticos e cidadãos.

Este modelo traduziu-se em projetos “como o grande parque da cidade que se ergue até à Nossa Senhora da Penha e até ao rio Ave, em que temos corredores de fauna e flora protegidos para uso das pessoas no seu dia a dia”, ou Ecovia do Ave, um percurso pedonal e ciclável ao longo das margens do rio, “recuperando e reabilitando o conjunto de edificado, nomeadamente os moinhos, os açudes, as pontes para que sejam funcionalizados para a área cultural, por exemplo”, sublinhou Domingos Bragança.

As menções honrosas foram para “Áreas Mais”, da Câmara Municipal de Braga e Projeto Radar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O Áreas Mais envolveu quatro bairros de Braga, cidade que tem cerca de 200 mil habitantes. Com características-piloto, procura fazer a passagem de uma cidade feita para o automóvel para uma cidade do peão e dos modos suaves de deslocação. Além disso, 25% da população bracarense manifesta já dificuldades de acesso, a longevidade e o envelhecimento são realidades, sublinha Miguel Bandeira, vereador da Câmara Municipal de Braga. Acrescenta que “são as primeiras ações de mobilidade sustentável em Braga beneficiando dos apoios da União Europeia, mas é um processo que envolve permanente concertação e diálogo com moradores, projetistas, decisores políticos”.

O Projeto Radar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa destacou-se sobretudo pela componente comunitária, tendo permitido a criação de 2362 radares comunitários, entidades locais como farmácias, IPSS e comércio local, que apoiaram na identificação de mais de 30 mil pessoas com mais de 65 anos, sozinhos ou acompanhados por outros da mesma faixa etária e que “todos os dias fazem a magia”, salientou Sérgio Cintra, vogal da Mesa e administrador executivo do departamento de ação social e saúde da SCML.

“O mais importante no projeto é que ele consegue não só ativar atividades para dar resposta às necessidades das pessoas. Este projeto é o grande desafio que nós temos para fazer com que de facto o Projeto Radar seja um grande instrumento de conhecimento da cidade na área da longevidade e do envelhecimento”, referiu Mário Rui André, diretor da Unidade Missão da Santa Casa da Misericórdia.